Como cheguei até aqui?

Infância

A vida não é fácil pra ninguém, e eu tenho noção disso. Sei o quanto de gente que sofre de fome e de miséria nesse Brasil. Não deixo de reconhecer o quão penoso é o dia dia de milhões de brasileiros e de pessoas nesse mundo.
Ciência comprova: Crianças que apanham não obedecem aos pais | FamiliaDesde pequeno eu sofro com a falta de uma estrutura familiar que pudesse suportar os meus problemas. Por muitas vezes eu dava atenção ao bullying e às ofensas, consequência de ser uma criança obesa. Não bastava isso, sofria com uma mãe dependente de seus remédios e do álcool, que chegava em casa e descontava, também a sua frustração, no seu filho mais velho (eu).
Esses problemas me atingem até hoje: a mãe que deixei de ter, e o núcleo familiar de apoio emocional que nunca existiu, destruíram a minha mente e o meu emocional. Como consequência dessas travas e dos problemas de infância, vivo uma vida de pobreza e sem perspectivas para o futuro. Já larguei a
faculdade porquê não tinha condição de continuar pagando, não posso comprar equipamentos para seguir na minha carreira porque não tenho condições e não sou solteiro para isso e estou desempregado.

Silêncio

Eu não quero demonstrar o quanto eu sofro, então sofro só por dentro. Por vezes tenho vontade de chorar, mas não o faço, aprendi a sofrer em silêncio e não expor meus sentimentos pra não ser julgado como fraco. Na verdade, já sou julgado. Minha não permanência em empregos me faz ganhar o rótulo de vagabundo, e quando tento expor meus sentimentos para a minha esposa, ela ri e menospreza da minha dor.
Por essa e por outras, eu prefiro sofrer em silêncio. 

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